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Bixiga 70 lança segundo disco e evolui com novas influências

"A gente deu uma viajada maior", resume o guitarrista Cris Scabello

Lucas Reginato Publicado em 22/09/2013, às 14h17

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Bixiga 70 - Nicole Heiniger / Divulgação
Bixiga 70 - Nicole Heiniger / Divulgação

Dois anos depois de marcar presença com o disco de estreia, o Bixiga 70 revela um novo trabalho. Em comum, os dois álbuns têm o mesmo nome: Bixiga 70. “A gente não vê muita necessidade de dar nome ao disco. Achamos que o nosso som ainda não está pronto, ainda está em construção - a gente continua numa busca”, explica o guitarrista Cris Scabello, um dos dez integrantes da banda. Busca esta que transparece nas diferenças entre o primeiro e o segundo disco. Se em 2011 o grupo paulistano apoiou-se no afrobeat, desta vez abraça uma maior quantidade de referências.

“Na verdade essa ligação do primeiro disco com o afrobeat foi a necessidade de relacionar com algo que as pessoas conhecessem. Acho que o primeiro disco é bem amplo já, não se restringe ao afrobeat, mas concordo que este é mais amplo ainda”, diz Scabello. “Ele viaja muito por outras áreas. Tem mais música de terreiro, a gente passeou pelo Ethio-jazz, do Mulatu Astatke, o carimbó está muito presente em uma das faixas. Tem um lado psicodélico também, até de música eletrônica. Acho que nesse disco a gente deu uma viajada maior.”

É fácil compreender essa evolução sonora. A banda é um coletivo de músicos ativos, que procuram por novas influências e as compartilham com seus colegas. “A gente ampliou nosso espectro, também com a estrada que a gente pegou com o primeiro disco. Nossa turnê nos influenciou bastante, tivemos contato com outras bandas e tivemos a possibilidade de experimentar várias coisas.”

“Vimos na Europa que as possibilidades de palco são bem maiores”, afirma o músico, empolgado não só com as viagens internacionais, como com a estreia do novo trabalho, realizada na última quinta, 19, no SESC Pompeia, em São Paulo. “Foi muito foda, o impacto foi muito grande, tanto musicalmente como em termos de movimentação de palco. O show está muito mais pegado, bem mais forte. O disco novo está mais pesado.”

Tanto o novo como o primeiro disco do Bixiga 70 podem ser ouvidos, baixados e comprados no site oficial da banda.