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Estrada para a Extinção

O chifre de rinoceronte se tornou a substância ilegal mais cara do mundo e alimenta uma guerra que está prestes a eliminar o animal da face da Terra

Érico Hiller Publicado em 28/12/2015, às 10h12

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ESTRADA PARA A EXTINÇÃO - Érico Hiller
ESTRADA PARA A EXTINÇÃO - Érico Hiller

Em uma tarde de setembro, sentado em um café em hanói, capital do Vietnã, sou abordado por um homem vendendo livros de turismo. Ele quer, na verdade, oferecer maconha. Mas após dois anos de viagens pela África e pela Ásia apenas uma coisa me interessa: um chifre de rinoceronte, ou sù’ng tê giác, em vietnamita, como escrevo na mesa. Explico que quero apenas tirar uma foto.

“Tenho tudo o que você imaginar, mas o chifre é o mais caro e o mais difícil”, afirma o traficante. “Preciso viajar para fora da cidade e talvez demore um ou dois dias para trazer.”

Após esses dois dias, alguns encontros e muitas renúncias por parte dele, minha insistência surte efeito. O homem consegue um pedaço de 20 gramas, que quer vender por 50 milhões de dongs vietnamitas (aproximadamente US$ 2,5 mil). “O pouco que circula do chifre é oferecido a gente muito rica”, diz.

A conversa ocorre em um local público, com gente ao redor. O contraventor vem acompanhado de um amigo sorridente, gentil e elegante, vestido com roupa social, que tira do bolso um saco plástico vermelho de onde desenrola o pedaço de chifre. Eu já havia me deparado com rinocerontes mortos ou extremamente debilitados sabendo que, graças ao cruel e violento tráfico de chifres, o animal pode chegar à extinção. Mas ainda não tinha visto o produto da barbárie. A textura, o peso e o cheiro adocicado me levam a crer que é, sim, um chifre verdadeiro.

Os traficantes estão nervosos. Faço uma dúzia de fotografias, das quais poucas puderam ser aproveitadas posteriormente. Pago a bebida da dupla. Após meses de investigações sobre o comércio ilegal da vida selvagem, tendo gravado na memória a imagem de inúmeras carcaças dos bichos jogadas pelas savanas da África, lá estava eu diante do elo final antes de o chifre chegar às mãos do consumidor. Foi a última fotografia que fiz em 2015. Era 22 de setembro, Dia Mundial dos Rinocerontes, quando ativistas do mundo todo se unem para celebrar os esforços de preservação das únicas cinco espécies que ainda sobrevivem.

Dois anos antes desse encontro, estou diante de uma imagem outonal na África do Sul: um lindíssimo rinoceronte-branco, a não mais do que 5 metros de distância. Não me canso de olhar. Gosto de pensar no rinoceronte como um fóssil vivo, um elo que nos conecta a um mundo muito antigo. Consigo fechar os olhos e ver as grandes manadas na África, na Ásia e até ao norte da Rússia, nos Montes Urais, onde rinocerontes enormes e peludos viviam em paisagens brancas de gelo. Posso imaginar os acasalamentos, os filhotes nascendo, as disputas por território. Também me esforço para tentar saber como devem ter sido as tempestades que os afogaram ou mesmo as grandes erupções vulcânicas que os cobriram de cinzas.

O maior mamífero terrestre que já viveu, mais ou menos 30 milhões de anos atrás, foi o Paraceratherium, um rinoceronte de 20 toneladas. Com 5 metros de altura, longas patas e pescoço mais comprido, essa criatura gigantesca habitou desde o Leste Europeu até o território que hoje é a China. O Paraceratherium foi o ápice da existência dos rinocerontes no planeta. Uma jornada que, após 50 milhões de anos, passa hoje por seu pior momento.

Ninguém sabe ao certo quando os primeiros Paraceratherium apareceram. Um estudo publicado em 2014 sugere que tenha sido há 55 milhões de anos, na Índia. Curiosamente, naquela época eles não tinham chifres e se pareciam mais com antas. Apesar do tamanho avantajado, eram presas de crocodilos igualmente gigantescos. Mesmo assim, parecia improvável a possibilidade de que seus “parentes” futuros pudessem um dia desaparecer.

O rinoceronte só passou de fato a ser ameaçado quando teve de coexistir com o Homo sapiens. Essa ínfima fração de tempo em que convivemos – apenas alguns milhares de anos – foi o bastante para que impuséssemos a devastação sobre esse animal, entre tantos outros que destruímos ao longo do último século. A cada oito horas um rinoceronte é morto em algum lugar. Armas com silenciadores chegam às mãos de pessoas que sempre levaram um dia a dia de muita pobreza em lugares como o oeste de Moçambique ou o nordeste da Índia. Carentes de tudo, veem na caça ilegal a oportunidade de uma vida melhor. Mais que isso, uma vida de enriquecimento rápido e de excessos.

Quadrilhas nascem do dia para a noite. “O padrão dos caçadores é não ter padrão. Antes eles atuavam mais em noites de lua cheia. Já não é mais assim. Eles estão sempre um passo à frente da gente”, diz o ecologista Steve Dell, com quem falo em uma reserva em Pilanesberg, na África do Sul. Guardas florestais corruptos fazem vista grossa em troca de uma comissão do dinheiro do chifre, chegando até a indicar o local onde viram um rinoceronte dentro de um parque ou reserva. Matar um animal desses não é tão difícil para quem está acostumado com a vida no mato. Um rinoceronte é baleado em uma noite e na tarde do dia seguinte o chifre já está sendo despachado em algum navio para a Ásia. Não é de estranhar que esse artefato tenha atingido preços exorbitantes no mercado negro. É hoje a substância ilegal mais cara do mundo.

Com tamanho terror rondando os países que ainda abrigam rinocerontes, sobretudo na África, há conservacionistas dispostos a lutar como soldados para salvar esses animais. “Quando os guardas florestais [honestos] têm o nosso apoio, há esperança para o rinoceronte e para o mundo natural que essa espécie representa. Enquanto estamos aqui sentados conversando, os guardas estão no campo lutando, sangrando, perseverantes. São o exército da Mãe Natureza”, diz Damien Mander, especialista em estratégias anticaça e Fundador da IAPF – International Anti-Poaching Foundation (em português, Fundação Internacional contra a Caça Ilegal).

O rinoceronte sobreviveu a diferentes ciclos de resfriamento e aquecimento global. E, assim como a maioria dos animais da chamada Megafauna, como tigres-dentes-de-sabre,mamutes e preguiças gigantes, seus ancestrais foram extintos em algum momento da evolução. As razões que levaram os primeiros rinocerontes a desaparecer são diferentes e se deram em épocas e locais também distintos, porém a maioria dos cientistas concorda que essa extinção ocorreu mais rapidamente quando os animais foram expostos a caçadores humanos. Portanto, foram pessoas, e não o clima, os responsáveis pelo desaparecimento da grande maioria dos animais da Megafauna, rinocerontes incluídos. A destruição de habitat também teve grande impacto, mas a ação humana direta é a principal causa da maior parte das extinções.

Cinco espécies de rinoceronte sobreviveram ao purgatório da evolução e todas elas estão hoje em graus diferentes de risco de desaparecer do planeta. São elas o rinoceronte-indiano (unicórnio), o de Java, o de Sumatra (estes dois últimos vivem na Indonésia; são os mais ameaçados), o negro e o branco, os mais numerosos.

Os rinocerontes-brancos já viveram momentos muito piores no continente africano. Na década de 1960 a população dessa espécie foi reduzida a 1,8 mil indivíduos por causa da caça furtiva. Então, um gigantesco esforço foi realizado – a chamada Operação Rinoceronte –, e os animais foram distribuídos em parques e zoológicos no mundo todo, no esforço de criar as condições necessárias de reprodução e natalidade. Hoje a população mundial dos rinocerontes-brancos está em torno de 18 mil animais, sendo essa uma das mais bem-sucedidas reabilitações de uma espécie de que se tem notícia.

A África do Sul detém atualmente 95% da população mundial de rinocerontes. Pouco mais de 25 mil, entre todas as espécies, ainda existem no planeta.

O chifre do rinoceronte é composto basicamente de queratina, o mesmo material de nossas unhas e cabelos. Não é osso, como muita gente pensa. O destino dos chifres tem sido prioritariamente a Ásia, sobretudo as cidades do Vietnã, onde se apregoa seu uso como remédio. Quem o compra acredita que o chifre ralado e misturado com água pode curar ressaca, febres, convulsões e até câncer. O líquido branco é sorvido em pratos, como uma sopa.

Em uma terça-feira muito quente e chuvosa, típica de setembro, visito a rua Lãn Ông, conhecida por ser o destino da venda de remédios da medicina tradicional chinesa em Hanói, capital do Vietnã. Décadas atrás, o chifre era vendido abertamente nesse local; hoje, sendo ilegal, o comércio é velado

É difícil encontrar o produto, mas vendedores simpáticos existem em abundância. Geralmente trabalham com comércio na parte da frente do prédio e moram com a família nos fundos do imóvel. Não é incomum ver crianças brincando, pessoas fazendo suas refeições no balcão das lojas ou mesmo caminhando de pijama pelas esquinas.

Depois de papear com alguns desses lojistas, decido trazer o assunto à tona com um rapaz chamado Nguyên Anh Thâng, perguntando se ele tem chifres para vender. Thâng olha para os lados, me fita de cima a baixo. “Posso conseguir, apenas preciso de um dia para mandar buscar”, ele afirma. “É numa cidade na província de Nghê An. Tenho um amigo lá que consegue. Amanhã já estaria aqui e a garantia de autenticidade do produto é de 100%” (como se houvesse maneira de ele garantir isso). Thâng vai até o fundo da loja e retorna com um prato com o fundo áspero onde se vê o desenho de um rinoceronte. “Posso ralar e misturar com água aqui, se você quiser beber.” O preço? Oitenta milhões de dongs vietnamitas por uma porção, aproximadamente US$ 3,5 mil. Ele próprio costuma consumir, inclusive para o banal propósito de curar ressacas. “Tomo ainda quando tenho febre por causa de uma gripe ou resfriado. Também é muito bom para desintoxicar de veneno.”

O fato de não haver nenhum estudo científico que comprove a eficácia não é o mais relevante, mas sim a ideia de que as pessoas continuam consumindo o chifre (não apenas pelas supostas propriedades medicinais, mas também como sinal de status), enquanto organizações criminosas se aproveitam dessa demanda crescente. Grande parte de quem já ingeriu o pó do chifre sequer viu um rinoceronte ao vivo na vida.

A história mostra que a referência ao mito do unicórnio como uma fera exótica dos trópicos, amplamente espalhada na época do Império Romano, foi a razão mais evidente que levou o Ocidente e o Oriente (em diferentes épocas e lugares) a desejarem o chifre do rinoceronte como regalia. Era como uma poção mágica coletada diretamente de um conto de fadas.

A Europa por muito tempo foi um dos principais destinos do consumo de chifres de diferentes animais como droga. Ricos e pobres o usavam como panaceia para uma série de enfermidades. Farmacêuticos e comerciantes árabes fizeram fortuna por séculos.

Então chamado de “chifre de unicórnio”, o chifre do rinoceronte era um ingrediente levado a sério e muitas vezes a peça inteira era estocada dentro de igrejas e de casas de pessoas ricas. A rainha Elizabeth I tinha um em seu banheiro no Palácio de Windsor. Era um de seus pertences mais valiosos.

Em 1741 o chifre ainda era considerado oficialmente um ingrediente farmacológico no Reino Unido. Até os papas se deixavam seduzir por essa substância dos sonhos. No seu leito de morte, o papa Gregório XIV tomou um medicamento feito à base de chifre de rinoceronte-unicórnio. Mesmo assim, não conseguiu evitar a morte. O que restou do chifre consumido por ele foi mantido protegido para a posteridade e chegou a ser exibido no Museu de História Natural de Nova York.

No século 18, um rinoceronte em particular tornou-se famoso na cena da fanfarra europeia. O empresário holandês Douvemont van der Meer mantinha preso um animal da espécie unicórnio para utilizá-lo como seu ganha-pão. A exibição era um evento festivo para os humanos, e sádico para o animal. Diz-se que Van der Meer dava ao rinoceronte grandes quantidades de cerveja e vinho para mantê-lo sob controle.

Muitos poemas foram escritos sobre o pobre rinoceronte de Van der Meer. Jean-Baptiste Oudry o pintou e Giacomo Casanova o citou em suas memórias biográficas. Luís XV tentou comprá-lo, mas o valor era alto demais, até para os padrões de um rei.

No parque kaziranga, no nordeste da Índia, local conhecido por ser habitat dos gigantes rinocerontes-unicórnio, a bicicleta é o meio de transporte mais comum na área rural. De passagem por lá, me pergunto, então, o que uma moto possante faz parada perto de um pequeno grupo de pessoas. A resposta chega rápido: adquirida com o dinheiro da caça de rinocerontes. Identifico um dos homens como um dos matadores. UttamSaikia, um amigo conservacionista, mostra uma foto dele em seu celular: “Veja, ele está até com a mesma camisa”.

Geralmente banidos da vizinhança ou marginalizados pelos amigos, os caçadores adquirem uma reputação sombria nesses pequenos vilarejos de gente simples e trabalhadora, seja na Índia, em Moçambique ou na África do Sul. No entanto, muitos deles ainda são vistos com roupas caras e exibindo suas novas aquisições enquanto tentam reencontrar seu espaço na sociedade. Afinal, com quem compartilhar agora o novo estilo de vida? Arrecadam em uma noite de caça o que muitos de seus amigos e parentes nunca conseguiram ganhar em anos de trabalho na lavoura. À custa do derramamento do sangue dos rinocerontes, muitos caçadores rastejam-se na obscuridade, deixam sua mulher, afastam-se dos pais, perdem a admiração dos filhos. Alguns são presos e cumprem pena, outros acabam pagando fiança ou simplesmente fogem para outros países, como Butão ou Mianmar, para dar continuidade a uma triste trajetória no mercado de crime ambiental. Há ainda os que acabam mortos exatamente como os rinocerontes que caçam: com um tiro de um guarda em uma de suas incursões noturnas. No Parque Kaziranga, os cadáveres desses homens por vezes se transformam em comida de tigres e abutres.

Nora Novunga é uma das mulheres que tiveram a família destruída pela caça e pelo tráfico. Seu irmão, caçador, está preso em Moçambique; o pai dela morreu caçando. “Quem sabe um dia os rinocerontes comecem a nascer sem os chifres”, ela roga. “Talvez assim não tivéssemos tantas mortes e essa guerra acabaria.” De um líder comunitário, ouço que “para cada rinoceronte morto na África do Sul, há um jovem morto em Moçambique”.

Um policial investigador sul-africano e um especialista em vida selvagem no Vietnã confirmam a informação corrente de que a maioria dos chifres vendidos como de rinocerontes são na verdade chifres de búfalos. Quase idênticos e também compostos de queratina, levam a duas conclusões: primeiro, que há uma imensa demanda no mercado sendo suprida por chifres falsos. Segundo, se os consumidores usam chifres falsos sem saber, significa que seus supostos efeitos medicinais são irrelevantes – ou que, menos provável, os de búfalo teriam também as mesmas propriedades medicinais.

Nos últimos 200 anos a população de rinocerontes na África foi reduzida em 95%. Apenas na década de 1970, mais da metade dos que restavam foi exterminada. Vida e morte cercam as reservas na África onde existem esses animais. Há sempre um clima de tensão no ar. Se um carro estaciona próximo às cercas, já se trata de uma atitude suspeita. Há corrupção, boatos, olhares ameaçadores. Inclusive eu, um estrangeiro branco, sou observado com certa desconfiança. Ao final de duas semanas em Moçambique, para mim todos ali parecem absorvidos pelos efeitos psicológicos dessa guerra. É uma chacina da vida selvagem, com um possível final catastrófico: em poucas décadas, todos os rinocerontes poderão desaparecer da natureza.

Apesar do cenário desanimador, homens como Damien Mander, fundador da IAPF, se mantêm perseverantes na luta contra o extermínio do mamífero. “Por que o rinoceronte? O rinoceronte é uma espécie-chave, é o animal mais difícil do planeta para proteger”, declara. “Quando desenvolvemos e implementamos estratégias para proteger o rinoceronte, todo o resto no ecossistema está sendo protegido também. Se projetarmos isso pensando nos nossos maiores problemas, como o aquecimento global, o desmatamento e o crescimento da população humana, a coisa mais imediata que podemos fazer agora, hoje, é proteger o que ainda nos resta.”

Fim da Linha


UM DOS ÚLTIMOS QUATRO RINOCERONTES-BRANCOS-DO-NORTE MORREU EM NOVEMBRO

Todas as espécies de rinocerontes do planeta estão em algum grau de risco de extinção, desde os rinocerontes-unicórnio até os rinocerontes que vivem nas florestas da ilha de Java (destes, restam menos de 60). Uma subespécie, no entanto, vive uma situação especialmente dramática. É o chamado rinoceronte-branco-do-norte, representado apenas por um macho e duas fêmeas. Os três vivem juntos na reserva Ol Pejeta, no Quênia, local monitorado 24 horas por dia.
Os rinocerontes-brancosdo-norte têm características diferentes das de seus parentes do sul. Além de serem os maiores ainda vivos e terem pelos nas orelhas, são incrivelmente dóceis com seres humanos.
Fui um dos últimos profissionais a fotografar Suni, outro macho que pertencia a esse grupo e que morreu aos 34 anos (idade avançada para esses animais), aparentemente de causas naturais, em outubro de 2014. Amigável, Suni me pareceu tão dócil quanto um cão de estimação. Sudan, de 42 anos, é o último macho da espécie. Nem ele nem as fêmeas, Najin e Fatu, têm condições de se reproduzir naturalmente. A última esperança é a fertilização in vitro, procedimento nunca realizado com rinocerontes.
No último dia 22 de novembro, a derradeira fêmea que vivia fora desse pequeno grupo no Quênia, confinada em um zoológico em San Diego, na Califórnia, foi sacrificada pela equipe de veterinários do local após recorrentes problemas de saúde.
A contagem regressiva para a extinção do rinoceronte-branco-do-norte segue em ritmo acelerado.

SEDE DOCUMENTAL


FOTÓGRAFO RESPONSÁVEL POR ESTA REPORTAGEM VAI LANÇAR RELATO E IMAGENS EM LIVRO

O livro A Jornada do Rinoceronte (Editora M’Arte), com lançamento marcado para fevereiro de 2016, é o resultado das viagens do fotógrafo Érico Hiller por diversos países da Ásia e da África na busca por retratar o mercado ilegal de chifres e o extermínio de rinocerontes. O projeto se iniciou em 2007 e teve o trabalho fotográfico em campo concentrado entre 2014 e 2015. Com capa dura, 252 páginas e textos em português e inglês, o livro chegará junto a uma exposição em São Paulo. Hiller, que fez as fotos da reportagem “Sob a Mira do Kalash”, a respeito do peso do rifle AK-47 em conflitos na Etiópia (RS 61, outubro/2011), enxerga em A Jornada do Rinoceronte seu principal trabalho documental. “Os rinocerontes representam para mim o modo como tratamos a vida no planeta. E essa é uma tragédia ambiental que está acontecendo diante de nossos olhos e que não devemos deixar de presenciar.” Para conhecer mais sobre o trabalho do fotógrafo, acesse www.ericohiller.com.br.